Acabaram-se os pretextos para adiar os cuidados com a alimentação… Vamos começar?

4.1.13
E depois das festas e dos pequenos "excessos", aqui ficam as palavras da nossa nutricionista de serviço, a querida Bárbara Pereira :)

"Temos hábitos que precisam de ser mudados? Neste momento, há muito conhecimento ao dispor, os níveis de motivação estão no auge e estamos a tentar, com todas as forças, fugir da zona de conforto e deixar esses velhos (e maus) hábitos para trás. Ou seja, estão reunidas as condições ideais para que a mudança possa ser efetiva. O mês de janeiro marca o início, mas jamais deverá marcar o fim dessa mudança.
Em primeiro lugar, tracemos metas realistas. Não há seguramente maior frustração do que ter objetivos inatingíveis. Querer perder 5 kg numa semana, não comer produtos açucarados durante 1 ano, ir todos os dias ao ginásio,… pode parecer possível durante escassos períodos de tempo, mas logo se revela uma tarefa inglória e de fraco proveito.

Assim, torna-se fundamental perceber até onde conseguimos ir. Esta primeira etapa parece de definição simples e, por isso mesmo, dedicamos-lhe pouca atenção…. Por favor, não a ignorem. Concentrem-se nela antes de avançarem, de forma a não comprometer o sucesso desta missão. Poderá ajudar manter um registo quinzenal do peso e, indo mais longe, um diário alimentar, para manter os níveis de motivação e ir percebendo quais as nossas maiores fragilidades ao nível da alimentação. E porque não fazer um calendário de pequenos objetivos?
Depois de estabelecidas estas metas, comecem em modo “baby steps” ou seja, comecem por mudar pequenas coisas, por exemplo, eliminar o açúcar do café, praticar desporto uma vez por semana, abandonar o hábito de sentar logo após as refeições, comer em frente à TV, … Os resultados obtidos não serão megalómanos, mas contribuem para que a mudança seja permanente. E lembrem-se: não temos de mudar tudo de uma só vez. O que importa é que consigamos somar mudanças positivas e melhorar os resultados ao longo do tempo.

Façam compras conscientes: se estamos “em dieta”, de nada vale encher o frigorífico e as prateleiras lá de casa com alimentos de fraco interesse nutricional. Comprem muitos hortícolas e fruta fresca, laticínios com baixo teor de gordura, carnes magras e pescado, leguminosas, pão com cereais menos refinados,… e esqueçam os pacotes infindáveis de bolachas e outras guloseimas: Longe dos olhos, longe da boca.

Antevejam momentos críticos e planeiem como devem agir nessas situações: por exemplo, em jantares sociais, abandonem a ideia de provar todas as entradas. Contornem com uma sopa de legumes e escolham um prato que vos dê prazer a comer mas que não seja bombástico. Nas horas mais críticas (em que costumam ter um ímpeto incontrolável para comer o que não devem), tenham sempre soluções de interesse nutricional: fruta, pacotes individuais de bolachas pouco açucaradas (ou de água e sal), iogurtes, sumos 100%, …
Recordem periodicamente quais são os vossos objetivos. Não significa que não possam ter prazer em comer (ou mesmo em descurar a atividade física uma vez por outra). Mas só este treino permanente e a perfeita noção de que queremos chegar a algum lado é que nos pode levar até lá. Não devemos dizer ou pensar: “começo a dieta só amanhã”…

Comemorem de cada vez que atingem um bom resultado. Valorizem o vosso esforço e reconheçam que estão melhores do que quando começaram, mesmo que ainda estejam longe do objetivo final. Só este reconhecimento é que vos ajudará a ter vontade para prosseguir. Recompensem-se!
Tenham mais autoestima. E vejam a vaidade como uma coisa saudável.



Recordo que a pergunta mais pesquisada pelos Portugueses no Dr. Google durante 2012 foi mesmo 'Como emagrecer?' Para grande contrassenso, acrescento ainda outra informação: bolo de chocolate foi a comida mais procurada!.. Espero que não contribuam para o engrandecimento destas pesquisas!
Desejo a todos um fantástico 2013! Se não for pedir muito, desejo que este artigo vos deixe a pensar e que, acima de tudo, vos faça agir. "



2 comentários:

  1. Ótimas sugestões preciso mesmo de seguir isso à risca, mas para já nem com a virada do ano me sinto motivada para tal.

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